19 de dez de 2009

Retrospectiva Notas 2009

Apesar de esse ter sido mais um ano tumultuado na história deste blog, não deixei de considerar meus colegas e leitores fazendo...

... bem... digo...


É claro, tivemos algumas postagens dignas de nota, como por exemplo...

... ahn... hmm...


Ora! Estivemos atentos ao que se passou ao nosso redor...

... é... eu...



Bem, feliz 2010, amigos!

13 de dez de 2009

Chiaroscuro

Soneto de Cavalaria à minha Dama Sofredora

Tens a cútis acastanhada dos gitanos,
E dos briosos ameríndios vencidos
Pela sanha dos sombrios fementidos,
Que dos nômades se julgam estranhos.

Tens errantes os olhos ansiosos
De infante a sondar o desconhecido,
Que te levam, sem que tenhas merecido,
Sofrer dos pares os golpes raivosos.

Quisera eu te livrar então te amando,
Da desdita que, em nascer, nos têm a todos
E tu a mim, conforme, sustentando:

E se tolos à refrega presos fomos,
Façamo-nos de aríete, esmigalhando
Aos canalhas que nos pagam os soldos.




Noite de Meu Bem

Linda boneca de porcelana! Eis-me aqui,
Ouça a minha melopéia — ela te trará
Doces paragens com as quais sonhar:
Como prometido, venho te fazer dormir!

Para ti eu trouxe, da noite sem fim,
O brilho friento e austero dos astros;
Agora peço, tendo vindo a teu quarto
Um pouco desse teu calor para mim.

Seja apenas de delírio esse momento:
Desvelem-se do prazer todas as rotas,
Da luxúria abram-se as sombrias portas —
Naveguemos pelo rio do Esquecimento!

Desafogo trago à tua mente atribulada,
Os cansados ossos meus conforto pedem;
Possa o cruel tempo que os relógios medem
Delongar por nós a inexorável marcha.

E enquanto aos outros o Devorador acossa,
Que continue o meu caminhar, incessante.
E possas tu — para sempre deslumbrante —
Reinar eterna entre as outras noivas mortas!

5 de dez de 2009

Inferno Astral - de novo

Incomunicável (crise? Que crise?)

O abandono repentino e absoluto deste blog nos últimos meses parece que vai se prolongar por um tempo indeterminado. Acontece que, após meses desfrutando das maravilhas da internet de banda larga, eis que as tarifas se mostraram pesadas demais para o meu bolso, daí o subtítulo - sem mencionar que eu já estava sem telefone meses antes. E as perpectivas para o próximo ano não são boas.

As visitas estão proibidas na prisão.


Depressão cíclica, ou o Inferno não são os outros

Outro final de ano de me alcança e como sempre, me derruba. Os dias vão ficando cada vez mais tenebrosos, um pouquinho a cada dia; o futuro não é incerto, é intolerável - o passado, ausente como de costume - o presente, presente de grego às portas de Tróia.
Certa vez escrevi que o Inferno é repetição; o meu, então, é obra de gênio: infindável repetição de nada, com direito a bonus tracks.

... me pergunto se algum dia minhas postagens de final de ano serão simplesmente de boas festas...


Spring Clean, or just the opposite

Com a chegada da Primavera, é hora de aplicar mais uma demão de tinta e algumas texturas nas paredes de meu quarto.
A tinta é sangue - meu sangue - e as texturas, os mosquitos que eventualmente o tiram de mim...

... vocês certamente achariam minha habitação exótica. Vitalmente exótica.


Angina Lectoris, Scribofobia Subitanea, Dementia Cardinalis — passatempos de um ex-Amnésico

A primeira significa uma sufocação durante a leitura;

A segunda, pânico agudo ao escrever;

A terceira, ser estúpido numa língua morta.



Com textos como este, estar desconectado talvez seja mesmo uma boa idéia...

9 de nov de 2009

Martir de nossos tempos

Geisy, a dama de vermelho da Uni'qualquer coisa'

Esses são os nossos tempos!



Permitam-me voltar a hibernar.

13 de ago de 2009

13 de Agosto — Dia do Economista



9 de ago de 2009

Isolation

by Joy Division
























In fear every day, every evening
He calls her aloud from above
Carefully watched for a reason
Painstaking devotion and love

Surrendered to self preservation
From others who care for themselves
A blindness that touches perfection
But hurts just like anything else

Isolation, Isolation, Isolation

Mother, I tried, please believe me
I'm doing the best that I can
I'm ashamed of the things I've been put through
I'm ashamed of the person I am

Isolation, Isolation, Isolation

But if you could just see the beauty
These things I could never describe
These pleasures a wayward distraction
This is my one broken prize

Isolation, Isolation, Isolation

3 de ago de 2009

Capacetes azuis como a água e o céu em nossa Bandeira





Haiti

Caetano Veloso e Gilberto Gil

"Quando você for convidado pra subir no adro
Da fundação casa de Jorge Amado
Pra ver do alto a fila de soldados, quase todos pretos
Dando porrada na nuca de malandros pretos
De ladrões mulatos e outros quase brancos
Tratados como pretos
Só pra mostrar aos outros quase pretos
(E são quase todos pretos)
E aos quase brancos pobres como pretos
Como é que pretos, pobres e mulatos
E quase brancos quase pretos de tão pobres são tratados
E não importa se os olhos do mundo inteiro
Possam estar por um momento voltados para o largo
Onde os escravos eram castigados
E hoje um batuque um batuque
Com a pureza de meninos uniformizados de escola secundária
Em dia de parada
E a grandeza épica de um povo em formação
Nos atrai, nos deslumbra e estimula
Não importa nada:
Nem o traço do sobrado
Nem a lente do fantástico,
Nem o disco de Paul Simon
Ninguém, ninguém é cidadão
Se você for a festa do pelô, e se você não for

Pense no Haiti, reze pelo Haiti
O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui

E na TV se você vir um deputado em pânico mal dissimulado
Diante de qualquer, mas qualquer mesmo, qualquer, qualquer
Plano de educação que pareça fácil
Que pareça fácil e rápido
E vá representar uma ameaça de democratização
Do ensino do primeiro grau
E se esse mesmo deputado defender a adoção da pena capital
E o venerável cardeal disser que vê tanto espírito no feto
E nenhum no marginal
E se, ao furar o sinal, o velho sinal vermelho habitual
Notar um homem mijando na esquina da rua sobre um saco
Brilhante de lixo do Leblon
E quando ouvir o silêncio sorridente de São Paulo
Diante da chacina
111 presos indefesos, mas presos são quase todos pretos
Ou quase pretos, ou quase brancos quase pretos de tão pobres
E pobres são como podres e todos sabem como se tratam os pretos
E quando você for dar uma volta no Caribe
E quando for trepar sem camisinha
E apresentar sua participação inteligente no bloqueio a Cuba

Pense no Haiti, reze pelo Haiti
O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui"

1 de ago de 2009

Minha Fórmula de Sucesso Literário

É bastante simples e, apesar disso, altamente eficiente: eu tento imaginar o que os leitores gostariam de ler, penso no que eu gostaria de escrever, me pergunto como poderia alcançar ambos os objetivos simultaneamente, ligo o computador e escrevo a primeira besteira que me vem à cabeça...


Eu sei, ninguém perguntou; apenas quis deixá-la registrada: assim, posso esquecê-la tranquilo.

28 de jul de 2009

Sombras não têm Sexo

“— Você me deseja?”, pergunta Felícia.
“— E porque deveria?”
“— Bem, está sempre por perto...”
“— Sua responsabilidade: sem você, eu não existira...
Ela se aproxima, sua companhia se afasta.
... e existindo, não sou nada.”

Seus olhos fitam a escuridão, em silêncio.

26 de jul de 2009

7 dias na Vida

O homem que era segunda-feira acordou levemente entediado. Foi para o trabalho sem muito entusiasmo e voltou para casa decididamente entediado.

O homem que era terça-feira estava preocupado com as contas atrasadas; isso não ajudou muito — as contas continaram por ser pagas. Na televisão não encontrou nada de interessante, então foi dormir cedo.

O homem que era quarta-feira se encontrou com a moça com quem vinha saindo; jantaram, foram a um motel, transaram duas vezes. Ao deixá-la em casa ele a beijou e combinou um novo encontro na próxima semana (ela não teria o final de semana livre).

O homem que era quinta-feira se perguntou durante todo o dia se o tempo não estaria passando mais rápido ou se era apenas ele envelhecendo. Não conseguiu chegar a conclusão nenhuma.

O homem que era sexta-feira saiu com alguns colegas de trabalho para um happy hour, ocasião em que ele descobriu, desconcertado, que happy hours duravam consideravelmente mais que uma hora e nenhum momento deles era realmente feliz.

O homem que era sábado lavou o carro.

O homem que era domingo não saiu da cama e morreu ao por do Sol.

25 de jul de 2009

A Tribo

Os mentirosos contam histórias entre eles. Eles não se importam que sejam mentiras; eles não se importam com nada. Exceto que lhes interrompam as histórias.

Há paus, pedras e uma fogueira para os infelizes que tentam.

21 de jul de 2009

Soneto do Poeta Torpe


O raciocínio, por melhor que seja formulado
Esbarra sempre na cruel falta de talento:
E ainda que despenda todo o seu alento,
Jamais viu o sublime objetivo alcançado.

Se envergonha do senso estético desatento;
Solitária e triste sina de amador frustrado:
Insignificância há de ser o seu legado,
Enfado — a suma de seu destempero.

Métricas, rimas, sílabas, linhas,
Fragmentos vãos do sonho que lhe coube;
Nunca o sumo doce das vinhas

Da divina Musa que nunca o ouve.
Não a alma ardente que julgou que tinha:
Apenas isso — só um poeta torpe.

20 de jul de 2009

Comemoremos!

O Dia do Amigo
Dos amigos do poder, amigos da corrupção, amigos do ódio, amigos do medo

A conquista do espaço sideral e invasão da Lua
Frustrada fuga da cena dos crimes contra a Terra

A justiça social de nossos tempos
As 40.000 crianças que morrem de fome todos os dias

A violência desenfreada
Física, moral, psicológica, urbana, rural, doméstica, laboral...

A morte da cultura humana
No funeral diário que é a indústria do entretenimento de massas

A fé
Nos deuses mortos-vivos, todos eles

A era da informação
A nova Era das Trevas




"Raise your glasses to the good and the evil
Let's drink to the salt of the earth."


18 de jul de 2009

Hoje é Feriado!


É o Dia da Maldade.


Agradecimentos especiais (e um pedido de desculpas) a Raul Seixas.

15 de jul de 2009

Universo Feito a Mão

Espelhos

Agora você vê — agora não vê mais,
Com olhos de enxergar e a mente a entender.
Moldar o real para poder nele viver,
E perder o sentido da vida que há por trás.
Não há razão para ter medo e mesmo assim
Tememos o começo e odiamos o fim;
Oh, o que será de nós, o que será de mim?
Obedecer ao “não” e combater o “sim”.
Agora você vê — agora não vê mais,
Com olhos de enxergar e a mente a entender.
Além de tudo que ainda há por conceber,
Inalcançável para sempre o prêmio jaz.
Toda nossa indústria e toda nossa astúcia
Não mudam nossa quimera em coisa lúcida;
Buscando a plenitude em sua forma justa
No vidro frio do enigma a marcha acaba, brusca.
Nem esperança nem desespero temos,
Seguimos vivos apenas porque vivemos.
Com olhos de enxergar e a mente a entender,
Agora você vê — agora não vê mais.




Fumaça

Teias vivas, vivas,
Nascem, sobem, rumorejam;
Fumaça multicor.

Responsabilidades

Na introdução do livro “Smoke and Mirrors”, Neil Gaiman escreve:

“... e eu me pergunto de onde vêm as histórias.

É o tipo de pergunta que você se faz quando sua profissão é inventar coisas. Eu ainda não estou convencido de que essa seja uma atividade adequada para um adulto, mas agora é tarde demais: pelo jeito tenho uma carreira de que gosto e que não envolve acordar cedo de manhã. (Quando eu era criança, adultos me diziam para não inventar coisas, me prevenindo do que aconteceria se eu o fizesse. Até onde posso perceber, inventar coisas parece envolver muitas viagens ao estrangeiro e não ter de levantar cedo de manhã.)”

Minha situação é um pouco mais complicada, já que não escrevo profissionalmente e não sei até hoje que atividade seria adequada para um adulto; assim, eu continuo simplesmente não fazendo nada. Ou melhor, escrevendo de vez em quando, só para ver se ainda sou capaz.
Eu preferia não ter me tornado adulto mas, como bem disse Humpty Dumpty para Alice atrás do espelho (e eu suponho que seja do conhecimento geral), são necessárias duas pessoas para se parar de envelhecer e eu nunca encontrei ninguém disposto a continuar eternamente criança comigo. Talvez haja algum terrível preço a se pagar pela infância eterna, como nos contos de terror ou de fadas; eu não sei e duvido que mais alguém saiba.

Honestamente, eu não sei porque estou começando de novo, exceto talvez por ter sido a única coisa capaz de tornar minha vida tolerável por dois anos; às vezes me pergunto como é que vivia antes. Felizmente não me lembro dessa parte da história.

Eu não sei de onde vêm as histórias nem os pensamentos nem os sentimentos. Sei que, vira e mexe, eles aparecem como os beija-flores em frente a minha janela. Espero continuar sendo rápido o bastante para perceber quando eles estiverem lá, assim vocês saberão também.

E o que é melhor:
pra isso não preciso acordar cedo!

12 de jul de 2009

Sonhado apocalipse meu de cada dia

O fim não chegou e com ele, nenhum recomeço. Planos nunca dão certo comigo, mesmo...

Não que seja uma surpresa total; há muito que ensaio a transformação que anseio e temo, há muito que sei o que está errado mas não sei como consertar, eis tudo: sou um viciado que nunca segue o tratamento auto-imposto...
Dito isso, só me resta seguir cabeceando como de costume.

Então não foi o fim, o apocalipse não veio. Sinto muito, vocês estão sem sorte!

21 de abr de 2009

Notas de um Amnésico — Ano Dois, ou
A Metamorfose

Tal como o ovo que se rompe e liberta uma pequena lagarta, há dois anos passados esse blog saiu do nada para a rede. Igual à lagarta, cega e surda a tudo que não seja o impulso de comer, comer, comer — sem projeto nem objetivo senão consumir o tédio, as manias, os medos.
Crescendo em leitores, consumindo sua criatividade — seu próprio ambiente — até à repetição, que é Inferno. Então a lagarta pára, se pendura e começa a construir um casulo. E sua vida termina aí. O que vem depois, se vier, virá depois...

Agradeço a todos que visitaram alguma vez esse teatro tragicômico amarelo pálido — não serão esquecidos. E aos meus colegas blogueiros, minha inspiração, os amigos que nunca cultivei como devia: o último selo que este blog recebeu, da Graziela e do Critical Watcher, será meu presente de aniversário e despedida a vocês; como de costume, quebrando as regras de distribuição
— o último ato antes de cair o pano.

Pois o que agora se inicia não é para os seus olhos: o casulo começa a surgir à minha volta.


Adeus!


23/04

Meu último ato falho como amnésico — esqueci de deixar o selo do Prêmio Dardos aqui; ei-lo:



10 de abr de 2009

"'A Vinda do Dia' — 'No Salão da Lei/Verdade'"

"Glória a ti, Ó Grande Deus, Deus de Maati1, eu venho a ti, Ó meu Deus, para que possa conhecer tua benevolência. Eu te conheço, e eu conheço teu nome, e os nomes dos Quarenta e Dois2 que vivem contigo no Salão de Maati, que têm a custódia dos pecadores e consomem seu sangue no dia do julgamento ante Un-Nefer3... Vê, eu venho a ti, e testemunho a verdade diante de ti. Eu combati o pecado por ti. Eu não pequei contra os homens. Eu não oprimi o sangue de meu sangue. Eu não fiz o mal no lugar de verdade4. Eu não caminhei com os ímpios. Eu não propaguei o mal. Eu não despojei os oprimidos de seus bens. Eu não fiz aquilo que os deuses abominam. Eu não caluniei um criado diante de seu senhor. Eu não causei dor a nenhum. Eu não permiti a nenhum passar fome. Eu não levei nenhum às lágrimas. Eu não cometi assassinato. Eu não levei nenhum a cometer assassinato no meu interesse. Eu não infligi dor a nenhum. Eu não despojei os templos de suas oferendas. Eu não furtei o quinhão dos deuses. Eu não roubei as oferendas aos mortos. Eu não me entreguei à fornicação. Eu não me poluí nos lugares sagrados ao deus de minha cidade. Eu não falseei na pesagem do grão. Eu não aumentei nem diminuí a medida da gleba. Eu não usurpei os campos de outrem. Eu não fraudei os padrões de pesagem. Eu não torci o ponteiro das balanças. Eu não tirei o leite da boca das crianças. Eu não tirei o gado do pasto alheio. Eu não cacei os pássaros sagrados aos deuses. Eu não peguei peixe com a carne de sua própria espécie. Eu não represei a água que deveria fluir. Eu não vazei a represa com canais. Eu não extingui o fogo que deveria arder. Eu não alterei as datas prescritas das oferendas de carne. Eu não escondi o gado destinado às oferendas. Eu não repeli o deus em suas manifestações. Eu sou puro. Eu sou puro. Eu sou puro. Eu sou puro...."




1 'Salão da Lei/Verdade', câmara onde os deuses julgam as almas;
2 Deuses;
3Um dos nomes de Osíris, Senhor e Juiz dos mortos;
4 I.e. 'eu não pronafei o templo';

Saudação aos  Juízes na Câmara de Julgamento — Per-t em hru, "A Vinda do Dia" — ("Livro dos Mortos" egípcio).

6 de abr de 2009

Politicando 2 — a missão:
formação de quadrilha, apropriação indébita e assassinato em massa ou,
"o G7 e os 13 laranjas"

Resoluções:

US$ 1.000.000.000.000,00 jogados fora (ou doados aos "banqueiros" e "corretores", o que vem a dar na mesma [como o demonstra atual "crise", que ainda nem começou])...

... e eu não tenho dinheiro pra andar de ônibus!

Caça a US$ 135.000.000,00 em bônus aos estelionatários de Wall Street...

... e perdão silencioso a US$183.000.000.000.000,00 jogados no ralo da AIG, só para citar essa (sem falar em Freddie Mac, Fannie Mae, Enron, Goldman Sachs e outras podreiras made in USA)

Posição forte contra os "paraísos fiscais offshore"...

... exceto, é claro, o paraíso fiscal da "City" de Londres (entre outros)

Continua aquela velha e boa guerra contra os malvados terroristas (os idosos, mulheres e crianças que restaram)...

... por petróleo (e afinal de contas, os contratos de venda de armas e contratação de mercenários não podem ser quebrados)

Já ouviram falar em serviços públicos e direitos cívicos (pay atention, overseas!)?

... pois bem: esqueçam! Paguem seus impostos e quietos (ou corram que a polícia vem aí)

Descontrações:

Um palhaço não "branco de olhos azuis" brinca com seu animal de estimação brasileiro em Londres...

... e a mídia "brasileira" ou acha graça ou morre de inveja...?! (vá-se entender subdesenvolvidos...)

11/04
A última palhaçada:

O suposto governo brasiliero está ansioso por enterrar 3.410.000.000,00€ (R$ 9.766.240.000,00 — cotação 09/04) num empréstimo ao FMI, visando o fortalecimento do principal agente de propagação do atual arruinamento da economia mundial!

E o que diz nosso suposto presidente? Acha "chique" emprestar dinheiro pra bandido; quem te viu, quem te vê...

2 de abr de 2009

Uma Mente (não tão) Brilhante

45² 20+25 4+5 8+1 campo eletromagnético<=>entropia sincrônica
¼ ! Δ Δ Δ ângulos retos/gaiola de Faraday/ciberparanóia
½ <°]]]]]]>< 2+2 ... 4? 6,626068 × 10-34 m2 kg/s| F#º
¾
∑ ∞
0,1,1,3,5,8,13,21
34,55,144,233...
antipósitron-verde negativo=>pânico digital=>vácuo inconsciente=>anima mundi
O X X behaviorismo cibernético| c-t-g-a|
√-1 X X O ARN transportador x ADN geocinético
ÏÐÏÐÏÐÏ O O X ressonância de Schumann | glândula pineal
E=m.c² Δ Δ Δ “Parabéns pra você, nessa data querida…”

4 akbal 11 cumku



12.17.10.10.3 — 02/04/1964, segundo o calendário maia.

30 de mar de 2009

Politicando

Política: A arte de convencer aos outros que se é mais sabido, honesto e pobre do que na realidade se é;

Capitalismo: Uma insistência criminosa de vender cruzeiros marítimos a bordo de peneiras;

Comunismo: Uma tentativa neurótico-obssessiva de contruir uma peneira à prova de naufrágios;

Sociedade organizada: Uma canção que provoca sono em quem ouve e pesadelos em quem canta;

Quarto poder: Piada de mau gosto contada na boca do caixa das empresas de notícias;

Partidos: Clubes de investidores em esquemas tipo “pirâmide”;

Eleição: Ritual de confirmação de incompetências;

Democracia: Tal como o churrasco grego, o fato de ser nojenta e intragável não impede que a população a engula;

Ditadura: Vox Populi, vox Dei: “Éramos felizes e não sabíamos...?”;

Nação: Abreviação infeliz de “negação”;

Soberania: Uma espécie de riqueza: “Um tolo e seu dinheiro nunca ficam muito tempo juntos”;

Cidadania: Uma arma apontada para a cabeça do próprio dono;

Progresso: Apesar das ambições grandiosas, nunca chegou mesmo a progredir;

Ordem: Atitude de quem não sabe pedir;

Baderna: Atividade principal do poder público, nem sempre é seguida à risca;

Lei: É dura e não se aplica a todos;

Globalização: Privatização de lucros, socialização de prejuízos e justificativa para a incúria administrativa;

Guerra: Negócios são negócios, humanidade à parte...;

Terrorismo: Ferramenta administrativa de Estados fracos e Exércitos fortes;

Político: A ambição recompensada;

Povo: A ambição frustrada;


Anarquia: Uma arma automática nas patas de um macaco;

Governo: A droga mais viciante que a humanidade conhece — e a mais mortal também.

26 de mar de 2009

Estagnado

As teias de aranha avançam.
No meu cérebro, no meu coração,
Na minha vida.

O pó se acumula.
Na minha iniciativa, nos meus pensamentos,
Nos meus sonhos.

Eu feneço.
Fenecem minhas amizades, meus amores,
Meu futuro.

Sou um túmulo abandonado
e a lápide diz:
"Aqui jaz ninguém. Não fará falta".

18 de mar de 2009

De profundis...

... clamavi ad te Domine: Domine exaudi vocem meam.
Fiant aures tuae intendentes: in vocem deprecationis meae.
Si iniquitates observaveris Domine: Domine quis sustinebit?
Quia apud te propitiatio est: et propter legem tuam sustinui te Domine.
Sustinuit anima mea in verbo eius: speravit anima mea in Domino.
A custodia matutina usque ad noctem: speret Israel in Domino.
Quia apud Dominum misericordia: et copiosa apud eum redemptio.
Et ipse redimet Israel: ex omnibus iniquitatibus eius.

Gloria Patri, et Filio: et Spiritui sancto.
Sicut erat in principio, et nunc, et semper: et in saecula saeculorum, Amen.


Salmo 129, do Livro das Horas ("Ofício da Santa Virgem Maria" — Antuérpia, 1599)

27 de fev de 2009

Eu e os cometas invisíveis

Primeiro foi o Kohoutek, que apareceria em dezembro de ‘73 em pleno eclipse total do Sol; seria um espetáculo único — unicamente para quem viajou de avião — dizem que deu pra ver, vagamente, lá de cima. Mas o eclipse foi bem legal (meu único, por sinal...)

Então em novembro de ‘85 o indefectível Halley cruza a órbita da Terra e lá vou eu para o pico do Jaraguá tentar ver um dos objetos mais escuros do sistema solar, com tempo fechado — claro que não vi coisa alguma além de nuvens
— agora vou ter que esperar até 2061*... Valeu pela bagunça com os amigos (apesar do carro quebrado)

Os próximos foram o Swan, subitamente brilhante no final de outubro de 2006 e o McNaught, que deu o ar da graça em janeiro de 2007. Esses foram perfeitamente visíveis. E eu não fiquei sabendo deles...

Agora foi o Lulin, até onde se sabe em sua passagem de estréia próximo ao Sol (23-24/02). Seria o nosso primeiro cometa a viajar no sentido inverso à órbitas dos planetas do sistema solar; estou em condições favoráveis, morando no interior num local de céu limpo até de aviões e estando ele 'próximo' a Saturno seria um alvo fácil. Só que era véspera de Carnaval e todo mundo sabe que sempre chove no Carnaval. Vêm as nuvens, some o Lulin...

... quem manda preferir olhar pro céu a ver televisão?

22 de fev de 2009

Fantasma no nevoeiro

É tão fácil ferir um coração, tão fácil destruir uma vida...
Só o que é necessário é um momento de covardia — repetido à vontade nas noites de insônia.
Então está tudo acabado, não há porque olhar para trás.

E só o que sobra é um vazio que ninguém vê, mas que está sempre lá.
Porque você não ligou para alguém, ninguém mais liga para você,
Não era isso o que você queria?

Você não existe mais...

Confraria dos Contrários de Um Só

Tomo banho rolando no chão sujo;
Reclamo do que dá certo - só penso no erro;
Se estou com fome, não como - se estou com sono não durmo - se tenho amigos, fujo deles;
Todos estão errados, só eu estou certo;
Todos estão certos;
Vão todos vocês para o Paraíso!

Amém!

17 de fev de 2009

Projetos: "O Senhor dos Tecno-Cordéis"


O Santo Banqueiro Canceroso contra o Dragão Estatal Morbidamente Obeso

***
O Médico e o Monstro: O Messias de Wall Street — Sai o Pistoleiro Texano, entra o Ladrão de Casaca Havaiano
***
O Castelo do (filho do) Senhor da Moralidade e a Injustiça do Congresso
***
Polícia e Bandido: Quem é Quem?
***
A Civilização Aterrorizada — Um Brasileiro-Bomba em Londres (e a New Scotland Yard é Inocente)
***
Planeta Terra, a lata de lixo em que Vivemos
***
Consumismo: as Casas Bahia continuam comprando por 100,00 e vendendo por 300,00. Vai Comprar?
***
Aquecimento Global: Vale a pena mentir tanto por Petróleo?
***
Dinheiro, Esterco do Diabo, Alimento de Môscas Humanas
***
O Levante dos Escravos: "Queremos Trabalhar pela Riqueza dos Ricos!"
***
Pastores de Insetos, Pescadores de Vermes — Sacerdotes contra a Vida
***
AIDS, Dengue, Cólera, Malária, Leptospirose, Hipertensão, Cânceres, etc, etc, etc...: Quem Procura, Acha!
***
High Definition — a Máquina de fazer idiotas Evolue e os idiotas fazem o que sabem fazer: Regridem
***
Povo, a Malta Maldita — O que Esperam para Morrer? O Mundo Agradece...
***
Uma Brasileira Doida no Estrangeiro versus o Turismo Sexual Estrangeiro no Brasil (i.e., Carnaval, Micareta, etc, etc, etc...): de que lado você está?
***
Falta de Inspiração, Campo Fértil para Choradeiras...
***
Hahahahaha!

4 de fev de 2009

Vem aí o Carnaval 2009


29 de jan de 2009

Nasce um profeta!

Zaratustra Jr. tinha por ocupação recolher o lixo das ruas daquele lugarejo; não era missão das mais fáceis, pois ele diversas vezes pensava se deveria recolher, juntamente com os restos nos caminhos, as pessoas que os jogavam.
Certo dia, numa rua do suposto centro da cidade encontrou, entre os costumeiros dejetos, um macaco morto.

— Que diabo isso está fazendo aqui?!

Ao tentar jogá-lo na carroça, outra surpresa:

Que está fazendo? Não pode pôr isso aqui não!
E faço o que então, deixo na rua?
Claro que não, o lugar desse bicho não é na sarjeta...
Então...
...mas na carroça ele não vai.
E o que eu faço com ele?
Sei lá, leva pra carrocinha...

E lá se foi Zaratustra Jr. Mas no referido local se recusaram a dar guarida ao cadáver: "Aqui nós cuidamos só de animais domésticos, e macaco é bicho do mato", disseram. "Tenta no IBAMA..."
Convém dizer que a pequena localidade era afastada da civilização, o que talvez fosse uma vantagem, no geral; mas nesse caso em particular tal fato chegava a ser um transtorno: nada de IBAMA, nada de crematório, nada de nada. Zaratustra Jr. percorreu todo o lugar procurando se livrar do defunto, sem resultado; houve mesmo quem pensasse as coisas mais absurdas a seu respeito:

Você matou seu irmão e agora quer que eu dê fim no corpo?
Irmão? Irmão é a puta que o pariu!

Ao cair da tarde, percebeu que a sociedade e suas instituições não resolveriam aquele problema, que passou a ser dele; então, se encaminhou para um matagal na periferia, arrastando consigo o símio morto. Chegando embaixo de uma árvore, largou a carga e
pôs-se a meditar:

Mas será possível? O que vou fazer com essa porcaria agora? Preciso de uma luz, um sinal, sei lá...

Foi então que algo o atingiu. Na cabeça.
Zaratustra Jr. olhou para cima e viu um urubu pousado bem acima dele; aquilo o fez ficar fora de si:

Ah, maldito miserável, é assim, é? Nesse jogo jogam dois!

Assim dizendo, agarrou o macaco pelo rabo, girou com toda a força e atirou-o no fatídico pássaro da morte, acertando-o em cheio e derrubando-o de seu poleiro. Ao ver os dois animais jazendo lado a lado, gritou em triunfo:

Pra mim chega! Fiquem aí mesmo vocês dois e que se dane a saúde pública! Que cada um cuide de seu próprio lixo!

Tomada a decisão, desafiado o Destino, assim saiu Zaratustra Jr. pelo mundo, com apenas um pensamento fixo:

Como é que eu vou limpar essa merda?! Saco!



31/01 - Como não podia deixar de acontecer, eu esqueci de mencionar os outros 'episódios' da série: , e .

26 de jan de 2009

Ao Mestre, com Horror (19/01: 1809 — 2009)

Edgar Allan Poe, Annabel Lee e um "amigo"



Duzentos anos de seu nascimento!
Eu merecia estar amarrado sob o Pêndulo, por ter esquecido!

24 de jan de 2009

Maybe I repent...?



ANYBODY SEEN MY BABY?
(M. Jagger/K. Richards/K. D. Lang/Ben Mink)

She confessed her love to me,
Then she vanished
On the breeze.
Trying to hold on to that
Was just impossible!

She was more than beautiful,
Closer to ethereal;
With a kind of
Down to earth flavor...

Close my eyes,
It's three in the afternoon...
Then I, I realize,
That she's really
Gone for good!

Anybody seen my baby?
Anybody seen her around...?
Love has gone
And made me blind,
I've looked but I just can't find.
She has gotten lost
In the crowd...

I was flippin' magazines,
In that place on Mercer Street;
When I thought I spotted her!

Getting on a motor bike,
Looking rather lady like:
Didn't she just give me a wave?

Salty tears,
It's three in the afternoon...
Has she disappeared,
Is she really gone for good?

Anybody seen my baby?
Anybody seen her around...?
If I just close my eyes,
I reach out
And touch the prize.
Anybody seen her around?

We came to rock for Brooklyn
And Queen, and Manhattan
And The Bronx, and Staten Island
I can't forget New Jersey, and Long Island
And all over the world,
We came to rock for everybody like this...

Anybody seen my baby?
Anybody seen her around?
If I just close my eyes,
I reach out
And touch the prize!
Anybody seen her around?

Lost, lost and never found!
I must have called her
A thousand times!
Sometimes I think,
She's just in my imagination...

Lost in the crowd

23 de jan de 2009

Domínio Público online

Tenho visto alguns poucos apelos pelas visita e divulgação do portal Domínio Público, sintomaticamente sempre por parte de professores; como conheço de certa data esse pequeno tesouro desencavado pelo "nosso" governo (normalmente pouco preocupado com a cultura do país), penso que devo fazer minha parte divulgando-o.


O acervo inclue livros em prosa e verso, teses/dissertações diversas, arquivos sonoros, vídeos e imagens das mais diversas fontes nacionais e estrangeiras e só não as tem mais devido ao baixo número de acessos, que ameaça o portal de descontinuação. Daí minha sugestão aos leitores para que visitem e divulguem o endereço, não só pela conservação da interessante coleção já disponível, como para incentivar a sua ampliação já que, estranhamente, o próprio Ministério da Educação parece não se interessar em fazê-lo.


Acredito que valha uma conferida, mesmo que por mera curiosidade; afinal, nunca se sabe que tesouros ocultos não se acham... ocultos!

20 de jan de 2009

Mais uma tempoRada do Grande Circo Global estréia!




E nós, como sempre, somos os palhaços.

(A nova foto é de uma manifestação na Austrália)

18 de jan de 2009

That's the Question



Why, anyway?

15 de jan de 2009

O Vórtice

Tudo foi engolido, tudo está sendo arrastado até o fundo. O fundo daquele poço que eu tenho ignorado há tanto tempo, por tantas vezes.

... por ser eu mesmo. Não é estranho?

Não é uma piada de mau gosto descobrir que, quanto mais se pensa se conhecer, menos se sabe quem realmente se é? Que todas as virtudes autoatribuídas (acho que inventei essa palavra ou sua grafia agora) não passam de fantasias, que todos os defeitos autoatribuídos são heranças inconscientes? Que tudo tudo que parecia realidade sólida não passa de ilusão?

Quantas vezes esses pensamentos já não me passaram pela cabeça? Quantas vezes não passaram pelas cabeças de todos os outros ratos cegos que, como eu, erraram e ainda erram por esse labirinto interminável, essa sucção maldita que nos puxa para o centro do Nada, isso que chamamos de Vida? Isso que ainda é um dom, um dom que não largaremos facilmente; pelo menos enquanto as inexoráveis leis cegas da Biologia que não entenderemos jamais (special thanks to Lovecraft) continuarem nos empurrando em direção ao Abismo que é nosso destino final, que tememos sem conhecer, que desejamos sem nos darmos conta...

Quem somos nós, afinal? O que queremos, o que tememos? O quê?

Um telefone toca, chamando do infinito; uma estrela cai aos nossos pés; alguém pede um dinheiro trocado e um mínimo de atenção:
“— Ei, criatura! Eu existo, não está vendo?!”

Tudo isso acontece. Nós não vemos. Ou vemos sem perceber, o que dá na mesma.

Como os redemoinhos que alguns “sábios” insistem em dizer que não giram em sentidos contrários relativamente ao hemisfério da Terra em que se encontrem. Como o vórtice que gira no sentido em que quer.

Apesar dos sábios. Apesar de nós.

9 de jan de 2009

Homem de Palha




Queime! Queime consigo nossa comida, nosso abrigo, nossas esperanças, nossos medos.

Queime!

Amanhã nosso suor voltará a irrigar os campos, as ruas, as casas.

Queime!

Ontem nossos pais fizeram o mesmo que nós.

Queime!

Nossos filhos, esperamos que honrem quem lhes deixou tudo isso.

Queime!

Queime!

Queime!

8 de jan de 2009

Deadline

I

You’ve came into this World of ours,
All clean & unharmed, untainted,
By the Door of the Flesh of your flesh:
Your primal Cry resembles
The Music of the Spheres!

You’ve increase in Strength & Joy
In spite of Blockages put in Your Way
(for your Wanderings may be Perilous):
So, You have learnd, so very soon,
The spelling of the All-encompassing Word “No”!

Then came the Heavy Chains
Of Education, Religion & Duty:
To Others, to Institutions & Conscience.
This three Parcas will lead You,
In Slavery, ev’ry moment of Your Existence!

— To & fro in Monkey Business —
— To & fro in Your Opinions —
— To & fro in Lust Debauch —
Taking another poisonous gulp,
Never daring to Raise Your Head!

Stressed in ev’ry Step of Yours,
Leading Your Life to common Void,
You feel Your Time slippin’ away:
You wished to turn, there’s no Way Out
This Rat Race got You all embraced!

II

But suddenly, a Voice from Beyond,
Cameth to Thy wrecked Life,
The Call of Bloody & Wild Sanity:
To broketh the Bonds, to taketh the Chains
That turns Thy real Self from Thee! 

Feel that Sad & Useless mummy
Called “me” for so long a Time,
Crumbling as a Bad Dream undone;
Filling Thy Spirit with Fear & Despair:
The mark of the True Rebirth that Cometh!

“So the Time arrived, at last,
And the Dreams, they are all lost,
Your daily Deeds, they were all wrong.
There’s no more Judges to Deem:
The Sentence has last to long!”

Flaming & Singing Thy Spirit would flee,
For the Throne of Hell lies vacant now,
And there is no Paradise to go to:
The Gods, all Dead & Rotten,
With the Bygone shadows of Hope...

Behold the Gate, there lies that cursed
Dark Temple, with it’s sobber Altar,
Brave It! For there are waiting for Thee 
One more Sacrifice to perform:
Consume the Flesh of Thy Past [that’s Faith]

And throw It’s bones into the Fire,
Which is sacred Bliss & Madness indeed!
End — at last. Seat the Trembling Soul 
At the Shrine of the Being:
The center of the Maze of Thyself...

6 de jan de 2009

Quanto mais as coisas mudam, mais continuam as mesmas


  • Novos prefeitos tomam posse de nossas vidas;
  • Nino Carta continua a ser submisso, de uma fidelidade canina;
  • Um novo Kennedy ascende ao trono do império;
  • O quintal do império corre um perigo cada vez maior;
  • Jesus Cristo ainda tem esperanças de ser confirmado;
  • E com ele toda a merda que vem atrelada;
  • O Estado se desincumbe de suas obrigações, mas não de arrancar o dinheiro de nossos bolsos;
  • Esse dinheiro vai para as contas em paraísos fiscais de empreiteiros e banqueiros;
  • E nós aceitamos isso de bom grado;
  • E temos a desfaçatez de reclamar da vida;
***
  • Três reis magos seguem uma estrela para o fim do mundo;
  • As bombas caem como lágrimas na Palestina;
  • Nós blogueiros conquistamos a Internet;
  • Interesses escusos tentam nos conquistar;
  • A televisão continua pondo esse país de quatro;
  • E esse país continua gostando de ficar de quatro;
  • O clima da Terra tropeça e a farsa do “aquecimento global” disfarça o verdadeiro problema;
  • Teorias de conspiração multiplicam-se como bactérias;
  • Vocês continuam vindo aqui, sabe-se lá por quê;
  • "O mundo todo é um palco e os homens e mulheres meros atores";

E o espetáculo tem de continuar.

5 de jan de 2009

Matrix








Estou de olho em vocês...