21 de abr de 2009

Notas de um Amnésico — Ano Dois, ou
A Metamorfose

Tal como o ovo que se rompe e liberta uma pequena lagarta, há dois anos passados esse blog saiu do nada para a rede. Igual à lagarta, cega e surda a tudo que não seja o impulso de comer, comer, comer — sem projeto nem objetivo senão consumir o tédio, as manias, os medos.
Crescendo em leitores, consumindo sua criatividade — seu próprio ambiente — até à repetição, que é Inferno. Então a lagarta pára, se pendura e começa a construir um casulo. E sua vida termina aí. O que vem depois, se vier, virá depois...

Agradeço a todos que visitaram alguma vez esse teatro tragicômico amarelo pálido — não serão esquecidos. E aos meus colegas blogueiros, minha inspiração, os amigos que nunca cultivei como devia: o último selo que este blog recebeu, da Graziela e do Critical Watcher, será meu presente de aniversário e despedida a vocês; como de costume, quebrando as regras de distribuição
— o último ato antes de cair o pano.

Pois o que agora se inicia não é para os seus olhos: o casulo começa a surgir à minha volta.


Adeus!


23/04

Meu último ato falho como amnésico — esqueci de deixar o selo do Prêmio Dardos aqui; ei-lo:



16 contrapontos:

Bhagavat disse...

Ah, mais um!

É o Apocalipse!


Mas... vc foi o que durou por mais tempo, então, meus parabéns. E vê se não deleta o blog.

Grazi disse...

...

Johnny disse...

Ah, faça como eu...
Não oficialize.
Só para sacanear venha aqui sorrateiramente e poste de vez em quando para enganar todo mundo...

o amnésico disse...

Caro Johnny, você tocou a ferida (que nojo! Lave bem as mãos, viu?): se eu fosse capaz de postar de vez em quando qualquer coisa de que não me envergonhasse depois, não precisaria parar...

FOXX disse...

como assim?

Grazi disse...

"Ergam seus copos por quem vai partir
Longo será o caminho a seguir
Nada será como costuma ser
Nada vai ser fácil pra você"

o amnésico disse...

Tudo bem: nunca foi fácil mesmo...

Slainte!p.s.: Como assim? Como assim?!

Carlos disse...

"É hora de partir, meus irmãos, minhas irmãs
Eu já devolvi as chaves da minha porta
E desisto de qualquer direito à minha casa.
Fomos vizinhos durante muito tempo
E recebi mais do que pude dar.
Agora vai raiando o dia
E a lâmpada que iluminava o meu canto escuro
Apagou-se.
Veio a intimação e estou pronto para a minha jornada.
Não indaguem sobre o que levo comigo.
Sigo de mãos vazias e o coração confiante."

Poema de Despedida, de Rabindranath Tagore.

Blog Art Designs disse...

Que tal um layout com a cara do seu blog?
http://blogartdesigns.blogspot.com
Entre e Confira!

o amnésico disse...

Tagore é mais do que mereço! Muito obrigado!

Quanto à deselegante proposta feita logo depois: estou fora!

Ramones disse...

"Pois certa é a morte para o que [nasce]
E certo é o nascimento para o [que morre]"

Yeah brother..., vou fazer minhas as suas palavras, e espero que você reorganize as idéias, e que dentro em breve tenhamos você novamente por aqui, enquanto isso, que a tal da blogosfera ficou mais pobre..., ah..., disso não tenha dúvida!

Grande abraço, e até breve...

Paulo Borges disse...

Siga em guerra e que a paz seja breve, pois só conhecemos alguém depois de lutar com ele! Levante seu machado e crave na cabeça da mediocridade como sempre fez. As Valkirias te acompanham.

Arthurius Maximus disse...

É uma pena verdadeiramente. Só espero que esse breve "até logo" não se configure num longo adeus. Até porque quem perderá com a sua falta somos nós.

Mãos à obra camarada!

Bárbara (B.) disse...

Pena que você largou isso aqui... pena.

Amnésico from Hell disse...

Eu agradeço imensamente as manifestações de apreço, mas o pobre amnésico teve de morrer; por enquanto ele curte umas merecidas férias no Inferno...

... mas, se mortos não voltam, não está excluído que reencarnem...

Bruno disse...

Volta e meia ainda apareço aqui com esperança de ver a volta do boêmio...