21 de abr de 2007

Com vocês, o farsante...

Não, esse não é um ato de coragem, apesar do receio em escrever para um público. Tampouco de desespero. O tempo tudo torna suportável.
Esse é um ato comum, de quem jamais tentou algo assim. Mas que sonhava, desde muito, com a oportunidade. A oportunidade de escrever. 
Apenas escrever.
Para o mundo, para ninguém. Principalmente, para si mesm
o.
O tema não importa muito, o mundo ainda é grande, a vida plena de portentos e banalidades, a mente pródiga em sabedoria e erros crassos. Temas, eu insisto, não faltam. Talento? É uma questão de gosto. Alguns não verão nada que preste nessas linhas. Outros poderão se impressionar com a capacidade do autor em não dizer absolutamente nada. Por fim, alguns não chegarão ao final, entediados.
E todos estarão certos. E o talento, humilde, se recolhe a um canto. Um dia, chegará a sua vez. Mas não hoje.
Hoje é o dia da contração violenta nas entranhas, da escrita 
espasmódica, do desconexo ponto de partida. Sem carta de intenções, sem objetivo defindido, sem esperança de ser lido ou de dar continuidade a essas bem traçadas
 linhas.
Essa é uma noite de ressaca e horror.
Madrugada de fúria surda.

Começou?

2 contrapontos:

Vera Maya disse...

Começou, nao tem volta!
Parabéns pelo começo, sorte pra o que há de vir!
Bjs

o amnésico disse...

Não tem volta, verdade; mas tem fim.

E o fim chegou!