18 de jun de 2010

Sal Amargo

Aparta-nos da multidão ao destacar o que há de igual em nós

Cheia até a borda é a vida
quando não se sabe viver

Ontem nós não somos
vimos o futuro passar e nem adeus acenamos
Hoje se fez tarde nas décadas
de intragável silêncio
Rompantes sem importância fazem valer a pena

Donde vamos buscar histórias de preencher o tempo
sem saber caminho ou razão
Exibindo a marca de nascença que
nos traz a morte
Sobre nossas cabeças um sol
que sabe a escuridão e doce enfado
E uma mulher abre mão de si como todas abrem

(dor de cabeça de fome e tabaco que me traz novas linhas
enquanto pedestres e bicicletas passam por mim)

Não levamos nossas fronteiras aos céus
visto que os céus não alcançamos
Somos criaturas do chão sonhando
o dia que há de amanhecer em nossa consciência

Apaga a luz e vai dormir

7 contrapontos:

FOXX disse...

eita sumido!

Grasi disse...

"o dia que há de amanhecer em nossa consciência..."
Por onde tens andado? Tá sumido!!!
Bjão e um ótimo começo de semana

ex-amnésico disse...

Estou aqui, mas não estou, entenderam? Não?

Traduzo: sem internet.

:(

Bhagavat disse...

Se está sem internet como continua postando?


...Cyberxamanismo?

ex-amnésico disse...

Apego ao dever.

E uma ajudinha do governo estadual, também...

;)

Bruno disse...

Se eu pudesse resumir o que aprendi da vida nesses últimos tempos, diria que "rompantes sem importância fazem valer a pena".

Muito bom.

Abraço

ex-amnésico disse...

No meu caso seria "apaga a luz..."