Lista de Fim de Ano (xii...)
Contactar todos os meus amigos (pois o são para mim) de blog e por a "conversa" em dia.
Só quero ver se consigo...!
E eu
Sigo desesquecendo.
Contactar todos os meus amigos (pois o são para mim) de blog e por a "conversa" em dia.
Só quero ver se consigo...!
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ex-amnésico
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20:31
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No cabide: outono
Minhas quarta-feiras verdes já não cheiram a lá bemol — enquanto meus dedos tocam uma distância amarga como o número três...
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ex-amnésico
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11:02
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Singulariclast 15 mg e Outros Venenos(Ensaios sociológicos anarquistas)
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11:52
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Fama cantando pelas estradas e brincando, enquanto cantava, com sórdidos aventureiros, ignorou o poeta.
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ex-amnésico
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12:44
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No cabide: patinetes
Aparta-nos da multidão ao destacar o que há de igual em nós
Cheia até a borda é a vida
quando não se sabe viver
Ontem nós não somos
vimos o futuro passar e nem adeus acenamos
Hoje se fez tarde nas décadas
de intragável silêncio
Rompantes sem importância fazem valer a pena
Donde vamos buscar histórias de preencher o tempo
sem saber caminho ou razão
Exibindo a marca de nascença que
nos traz a morte
Sobre nossas cabeças um sol
que sabe a escuridão e doce enfado
E uma mulher abre mão de si como todas abrem
(dor de cabeça de fome e tabaco que me traz novas linhas
enquanto pedestres e bicicletas passam por mim)
Não levamos nossas fronteiras aos céus
visto que os céus não alcançamos
Somos criaturas do chão sonhando
o dia que há de amanhecer em nossa consciência
Apaga a luz e vai dormir
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ex-amnésico
à(s)
14:41
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No cabide: férias
Era uma vez um verme cuja grande ambição era ser verme; ambição que, diga-se de passagem, custava-lhe grande esforço para ver realizada. Assim, quando seu desespero alcançava o limite do suportável e a ocasião exigia (leia-se: seus velhos amigos pediam, sabe-se lá por qual motivo), ele abandonava a carcaça seca em que vivia e arrastava-se para o seu local de origem, onde a vida fervilha como vermes numa carcaça não lá muito fresca nem lá muito seca. Onde, sendo verme e não grande amigo da vida fervilhante, nunca se sentiu à vontade, aceitando o desafio mais por inércia do que por outro motivo.
Fazendo isso, deixava de lado sua rotina que incluía deixar seus dispersos pensamentos e sentimentos expressos num meio moderno que não combinava consigo e tomar conhecimento dos pensamentos e sentimentos (quiça dispersos) de outras criaturas que, ainda que pudessem ou não ser vermes como ele, pareciam ter mais (ou menos) a expressar: trocar essas impressões, apesar do estranho medo que elas lhe causavam, era o maior prazer que vinha sentido nos anos recentes de sua aleatória existência — e uma falha nessa rotina representa uma perda irreparável da qual ele se ressente muito, visto que ela retira de sua vida o que de mais essencial há nela — ou seja, a qualidade de ser verme. Foi-se, mesmo assim.
Poderia ter se encontrado com aqueles que lhe ensinaram o caminho, mas conseguiu — sem muito esforço — perder a chance.
Poderia ter reencontrado muito mais pessoas queridas do seu passado que chegou a encontrar. De novo, falhou.
Poderia ter trazido consigo recursos suficientes para tornar sua vida e a de seus próximos um pouco melhor. Ainda nisso fracassou.
Hoje, ele está de volta à carcaça seca onde se sente menos sem lugar, mas impossibilitado, devido à sua natural incompetência em administrar a própria vida, de tentar reatar os poucos laços que ainda não conseguiu destruir e buscar o caminho da realização de sua ambição; por força do hábito, revolve-se na autocomiseração e verborragia, engolfado pelo calor e a poeira do fim de mundo.
Pode-se acusá-lo de tudo, menos de ser infiel à sua rotina...
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ex-amnésico
à(s)
15:28
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Aqui ainda estou, para nossa surpresa!
Quando iniciei este blog, não sabe o rumo que tomaria... e ainda não sei!
Só o que sei é que ele tem me dado mais alegrias nos seus dois anos de existência que nos meus quarenta e seis de idade. E muito disso tem sido pelos poucos mas inestimáveis leitores que aqui vêm de vez em quando. Só peço perdão pela falta de reciprocidade; não é intencional, acreditem.
Continuo tentando agir direito, mesmo sem talento para tanto.
E que mais posso dizer senão OBRIGADO!
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ex-amnésico
à(s)
19:27
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No cabide: outono
46 anos de idade.
O mundo cada vez menor.
O tempo cada vez mais curto.
Os amigos cada vez mais distantes.
Os sonhos, sempre impossíveis...
Faz sentido!
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ex-amnésico
à(s)
00:53
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No cabide: outono?
Todas as melodias que eu capto no vento, no chão, na chuva, nas paredes, nas vozes...
Todas as harmonias que passeiam pela minha mente que passeia por mentes alheias...
Todos os ritmos que chacoalham meu exausto corpo de fogo...
... tudo o que eu não sei traduzir em música.
Nem o sono se parece tanto com a morte quanto isso!
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ex-amnésico
à(s)
14:49
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No cabide: outono