1 de mar. de 2008

Ilações graforréicas, pataphysicas e musicaes

A longuidão, longura, longor das ruas d’ este fim-de-mundo — início-de-século diaforético tiveram o condão de varrer de minhas reminiscências as hiantes questões que me queimavam o cérebro psitáquico. A fome, essa companheira aziaga e a embriaguês, sucedâneo absolutista, colaboravam na depressão de meus fluidos vitalícios de alienação e miséria, o que, no azado interlúdio, haveria de dar lugar a reflexões cintilantes de sentidos atilados. Quid inde?
Quid pro quo.

23 de fev. de 2008

Batalha do Dragão de Madeira contra o Porco de Fogo e o Rato de Terra

Na borda do mundo1 vivia um Dragão com seu tesouro de raras e preciosas pérolas2, que ele defendia ciumentamente dos ataques dos seus encarniçados inimigos, os Espíritos do Tempo.3

Veio então o Porco de Fogo4; sob seu hálito, as pérolas se tornaram fumaça.5

Os céus vibraram com os urros do Dragão. Mas, tendo vindo do mar, a ele retornou e de lá trouxe novos tesouros, poucos mas inestimáveis.6

Ao cair da tarde surgiu o Rato de Terra7 e transformou suas pérolas em carvão.8

A dor do Dragão retumbou pelo paraíso; a criatura celeste voou para o horizonte de encontro ao Sol. Lá queimou até as cinzas, pois era feita de papel de seda.9 E a noite caiu gélida sobre a borda do mundo.10

Ainda há esperança, entretanto: o Sol sempre volta a brilhar sobre o oceano...11





1 Onde moro;
2 Eu e minhas idéias, registradas no computador;
3 Os anos que passam;
4 2007;
5 Em 08/09 do ano passado, uma desastrada tentativa de reinstalação do sistema resultou na formatação total do meu HD principal e na perda dos meus dados;
6 Comecei tudo de novo, com um pequeno e velho HD de reserva;
7 2008;
8 Queimou-se o pequeno e velho HD;
9 De acordo com a tradição chinesa;
10 Minha vontade é ir dormir e só acordar em 2012;
11 O Dragão renasce das águas, novamente de acordo com a tradição. Afinal, o mal nunca morre...

19 de fev. de 2008

Elite da Liberdade

Após uma infinidade de tempo, acuso o recebimento das quatro indicações a dois prêmios que recebi ano passado; foram eles Eu tenho um blog de elite, por Arthurius Maximus e Danilo Moreira e Escritores da liberdade, Arthurius de novo e Bárbara (B.)









Uma palavra sobre o primeiro prêmio. Foi uma promoção do site PutsGrilo.com, cujas regras estão aqui.

Tendo ela sido iniciada em 19/11 do ano passado, vocês percebem que o asno que vos escreve conseguiu perder o prazo e, com isso, impedir a participação de outros (as) blogueiros (as), de modo que sobra apenas o selo, que agora não faz sentido distribuir; honestamente, sinto muito por isso.

Após essa mea culpa (está se tornando um hábito irritante!), minhas indicações para os Escritores da Liberdade são:

Bruno - Acepipes Escritos,
Critical Watcher - Palavras quase ocultas de um ser real...,

Fernanda Passos - Prosa na Veia,

Foxx - Estórias Do Mundo,

Isabela - Nó no Novelo,

João - Chá Laranja,

Jota - Brinquedo Barato,

Juba - Idéias Enroladas,

Lanark - Eutanásia Cultural,

Rob Gordon - Championship Chronicles.

13 de fev. de 2008

Robinson Crusoe por um ano

Há muito tempo atrás, Lorde Sarubiano , do blog Um país chamado UATI me impôs um (ou será uma?) "meme" muito interessante, vejam vocês: "passar exatamente um ano em uma ilha deserta, onde existe uma certa infra-estrutura, mas ela é limitada. Além de você não haverá mais ninguém na ilha, mas você terá acesso a alguns privilégios limitados. Com isso em mente, seguem as perguntas:"


1. Na ilha você terá água a vontade e frutas nativas. Se souber pescar, com sorte vai poder comer um peixe de vez em quando. Fora isso, você terá que escolher apenas um tipo de comida salgada e um tipo de comida doce para comer todos os dias, o ano inteiro (podem ser cruas ou cozidas). Quais você escolhe?

R. Carne de porco e chocolate amargo.

2. Além da água (e, também com sorte, água de côco se você estiver disposto[a] a subir no coqueiro) não há nenhuma outra bebida na ilha, mas você pode também escolher um único tipo de bebida, fria ou quente, alcoólica ou não, para ter à sua disposição ao longo do ano. Qual você escolhe?

R. Vinho tinto seco de mesa (artesanal, de preferência!)

3. Para manter a tradição, você pode também levar um único livro. Que livro você leva?

R." A Magia Sagrada de Abramelin, o Mago" (um ritual de seis meses de duração, objetivando "o Conhecimento e Conversação com o Sagrado Anjo Guardião") Se funcionar, terei tudo o que quiser, sem sair da ilha; senão, terei matado meio ano de forma interessante!

4. Igualmente, você poderá levar um único filme para assistir. Que filme você leva?

R. Dúvida cruel: balanço entre o semidocumentário "Quem somos nós" e "Sonhos", de Akira Kurosawa; se pressionado, provavelmente ficaria com "Sonhos".

5. Você terá um notebook à sua disposição, mas com um único programa instalado. Mas você não pode usar um programa de comunicação (como email ou mensagens instantâneas). Qual programa teria mais utilidade para você e por que?

R. Canopus, programa de Astrologia da fundação australiana Clairvision School. Não sou astrólogo, mas gosto de me manter informado do que acontece nas altas esferas.

6. Você poderá acessar a internet, mas este acesso é limitado a um único site, o ano todo. (Se você escolher o Google, por exemplo, não poderá navegar para os links dos resultados da sua busca, que estão fora do Google). Também não pode ser seu webmail, Meebo e afins ou sites de notícias (o que elimina os portais). Fora isso, não há restrição nenhuma ao tipo de site, inclusive os que permitem comunicação de outros tipos. A qual site você quer ter acesso por um ano e por que?

R. Meu blog Notas de um Amnésico: ele serve como diário e permite alguma comunicação com outras pessoas.

7. Você também poderá ouvir música. Mas, claro, você terá que ouvir a mesma música o ano todo, pois só pode escolher uma. Qual você leva? E se fosse um CD?

R. Uma raga indiana (ou um CD delas), executada(s) por Ravi Shankar.

8. Você poderá escolher um dia do ano para fazer uma única ligação para uma única pessoa, com quem poderá falar por 10 minutos. Para quem você vai ligar, quando e por que?

R. Minha mãe, no dia 12 de abril, para felicitá-la pelo aniversário e ouvir as fofocas de casa.

9. Você poderá escolher um programa de TV para assistir ao longo deste ano na ilha - limitado à freqüência de uma vez por semana. Você só não poderá assistir nenhum tipo de noticiário, fora isso não há restrições. Que programa você quer assistir?

R. Twilight Zone (Além da Imaginação)

10. Quando for seu aniversário, você terá direito a receber uma carta de um(a) amigo(a) ou familiar que tenha uma novidade para contar (sobre si próprio ou não). De quem você gostaria de receber a carta e com qual notícia?

R. Da minha amiga Elaine: quero saber como vai o projeto do roteiro do qual, supostamente, eu deveria participar...

11. Como não queremos que você transforme uma bola de vôlei no seu melhor amigo imaginário e a única pessoa na ilha será você, você terá direito a levar um animal de estimação para lhe fazer companhia (veja como estou facilitando sua vida!). Que tipo de animal você escolhe e por que? É um animal que você já tenha?

R. Como não tenho nenhum, levaria um falcão treinado: além da companhia, teria caça de volataria para nós dois; se bem que, me conhecendo como eu conheço, farei amigos imaginários de qualquer jeito...

12. Do que você acha que sentirá mais falta? (Contato com as pessoas? Tecnologia? Não saber o que está acontecendo no mundo? Etc…)

R. Certamente, o que eu tenho mais dificuldade de cultivar: contato com as pessoas.

13. Por outro lado, o que você acha que será positivo, proveitoso ou benéfico na experiência? Ou divertido?

R. O contato com a natureza livre por parte de um urbanóide (tanto que nem estou pensando em levar cigarros).

14. Por fim, você tem direito a levar 3 outros itens à sua escolha que:
a) não entrem em contradição com nenhuma das perguntas anteriores, b) não seja algo que você vá usar para sair da ilha, como um barco, por exemplo. O que você vai levar e por que?

R. Material de pintura, meu violão e um cubo mágico (quem sabe aprendo a usar algum deles!)



Tendo cumprido meu retiro de um ano, condeno ao mesmo destino:

Juba — Idéias Enroladas;
Danilo Moreira — Em Linhas...;
Fernanda Passos — Poesia / Prosa na Veia;
Carlos Qualquer Coisa — Domador de Quimeras;
Bárbara (B.) — Delírios & Loucuras.


Boa sorte!


13/02
Tentemos outra vez...

Tendo o Domador de Quimeras escapado tangencialmente de um exílio forçado, indico o Jota, do blog Brinquedo Barato para compartilhar o cruel destino das minhas outras quatro vítimas.

5 de fev. de 2008

Inelutável


Pouco importa
que você não goste do que eu escrevo, isso não vai me fazer parar.

Então você, valente, amputa meu braço direito. Eu me rio disso e me torno canhoto!

Você me tira o braço esquerdo, achando que isso resolve o caso. Eu aprendo a escrever com os pés.

Aprendendo com a experiência, você remove minhas pernas, as duas de uma vez; tampouco adianta, eu passo a ditar o que quero ver escrito.

Mas se você quiser realmente me dar poder, corte minha língua. E eu vou gravar telepaticamente minhas palavras dentro do seu cérebro.

Você nunca vai escapar de mim...

2 de fev. de 2008

De volta, afinal!


(Então, podemos recomeçar...?)


Diletos leitores! É um prazer voltar à sua companhia depois de uma ausência de mais ou menos um ano, se não me falha a memória! Não esperava ser silenciado por tanto tempo, mas tive uma surpresa ao chegar ao fim-de-mundo: um defeito na linha telefônica, que a operadora levou três semanas para consertar...

Como têm passado? Faço votos que 2008 traga a cada um de vocês aquilo que desejarem, seja realização profissional, independência econômica, crescimento pessoal, satisfação afetiva, prazer (ou dor, de acordo com sua índole)... o que quiserem, enfim: os portões do Tempo estão abertos e o espaço entre as estrelas arcaicas é o limite.

Senti muita falta da blogosfera, lá onde estive; tentei manter o contato, mas minhas circunstâncias, que sempre gostaram de brincar comigo, me impediram de deixar pelo menos uma mensagem a cada um de vocês. Àqueles que eu não consegui alcançar, peço sinceras desculpas. E espero poder receber notícias de todos em breve.

Ainda estou sob a influência da síndrome de fim de ano, um mal levemente aparentado com a licantropia*; seus sintomas são conhecidos: depressão generalizada, euforia impertinente, esperança galopante (as promessas!) e no meu caso, absoluta falta de inspiração e total falta de autoconfiança. Devo dizer em minha defesa, porém, que não faço tais promessas; fiel ao meu caráter irrealista, prefiro passar o ano fantasiando ser outra pessoa (ainda que não saiba, até o presente momento, que pessoa seria essa). Veremos o que o novo ano trará...

O caderno de notas está aberto de novo; é sempre um prazer tê-los revirando-o!



*Psiquiatria: Doença mental em que o enfermo se julga transformado em lobo.
Fonte: Dicionário Aurélio Séc. XXI.

23 de dez. de 2007

O Bom Combate, de Masaharu Taniguchi*

"O homem nunca pode parar de sonhar; o sonho é o alimento da alma, como a comida é alimento corpo. Muitas vêzes em nossa existência, vemos nossos sonhos desfeitos e nossos desejos frustrados, mas é preciso continuar sonhando, senão nossa alma morre. Temos então que travar o bom combate.

O bom combate é aquele que é travado porque nosso coração pede.

O bom combate é aquele que é travado em nome dos nossos sonhos.

Quando eles explodem em nós com todo o seu vigor - na juventude - nós temos muita coragem, mas ainda não aprendemos a lutar. Depois de muito esforço, terminamos aprendendo a lutar e então não temos a mesma coragem pra combater; por causa disso, nos voltamos contra nós e combatemos a nós mesmos, passamos a ser nosso pior inimigo. Dizemos que nossos sonhos eram infantis, difíceis de realizar ou fruto de nosso desconhecimento das verdades da vida. Matamos nossos sonhos porque temos medo de combater o bom combate.

O primeiro sintoma de que estamos matando nossos sonhos é a falta de tempo. As pessoas mais ocupadas que conhecemos na vida sempre têm tempo pra tudo. As que nada fazem estão sempre cansadas, não dão conta do pouco trabalho que precisam realizar e se queixam de que o dia é curto demais; na verdade, elas têm medo de combater o bom combate.

O segundo sintoma da morte dos nossos sonhos são nossas certezas. Porque não queremos aceitar a vida como uma grande aventura a ser vivida, passamos a nos julgar sábios, justos e corretos no pouco que pedimos da existência e acabamos por não travar o bom combate; assim nunca conhecemos a derrota, tampouco a vitória.

Finalmente, o terceiro sintoma da morte dos nossos sonhos é a paz. A vida passa a ser uma tarde de domingo, sem nos pedir grandes coisas e sem exigir mais do que queremos dar. Achamos então que estamos maduros, deixando de lado as fantasias da infância e conseguimos nossa realização pessoal e profissional. Mas na verdade, sabemos que o que aconteceu foi que renunciamos à luta pelos nossos sonhos ao invés de combater o bom combate.

Quando renunciamos aos nossos sonhos e encontramos a paz, temos um pequeno período de tranquilidade. Mas os sonhos mortos começam a apodrecer dentro de nós e infestar todo o ambiente em que vivemos. Começamos a nos tornar cruéis com aqueles que nos amam e finalmente passamos a dirigir essa crueldade contra nós mesmos, e surgem as doenças. O que queríamos evitar no combate - a decepção e a derrota - passa a ser o único legado de nossa covardia.

E, um belo dia, os sonhos mortos e apodrecidos torna o ar difícil de respirar e passamos a desejar a morte, que nos livra de nossas certezas, de nossas ocupações e daquela terrível paz das tardes de domingo."

*Religioso japonês fundador da igreja Seicho-No-Ie.

5 de dez. de 2007

Direto do Limbo...

Meus caros amigos:

Uma viagem não planejada me colocou distante de computadores e internet, de modo que devo estar ausente da blogosfera por alguns dias. Não me esqueci de vocês e de meus compromissos, apenas peço um pouco mais de paciência.

Devo voltar agora, ou eles vão desconfiar!

Até a volta ao Mundo dos Vivos...

23 de nov. de 2007

A uma taça feita de um crânio humano (1808)

De lorde Byron
Tradução de Castro Alves


Não recues! De mim não foi-se o espírito...
Em mim verás - pobre caveira fria -
Único crânio que, ao invés dos vivos,
Só derrama alegria.

Vivi! amei! bebi qual tu: Na morte
Arrancaram da terra os ossos meus.
Não me insultes! empina-me!... que a larva
Tem beijos mais sombrios do que os teus.

Mais val guardar o sumo da parreira
Do que ao verme do chão ser pasto vil;
-Taça - levar dos Deuses a bebida,
Que o pasto do reptil.

Que este vaso, onde o espírito brilhava,
Vá nos outros o espírito acender.
Ai! Quando um crânio já não tem mais cérebro
... Podeis de vinho o encher!

Bebe, enquanto inda é tempo! Uma outra raça,
Quando tu e os teus fordes nos fossos,
Pode do abraço te livrar da terra,
E ébria folgando profanar teus ossos.

E por que não? Se no correr da vida
Tanto mal, tanta dor ai repousa?
É bom fugindo à podridão do lodo
Servir na morte enfim p'ra alguma coisa!...

14 de nov. de 2007

Um Monólogo Stevensoniano*

— O que você está fazendo?
— Escrevendo.
— Sobre o que?
— A única coisa que sei: minhas dúvidas.
— E por que alguém se interessaria em ler isso?
— Essa é uma delas...
— Não tem medo que percebam que tipo de doente mental você é?
— Me surpreende que ninguém tenha percebido ainda!
— Mas se está claro que você é um psicótico maníaco-depressivo...!
— Hoje em dia se diz "transtorno bipolar de humor".
— Persiste a dificuldade em saber por que faz isso...
— "...uns estão despertos nas trevas, outros são sonâmbulos na luz."
— Como é?!
— Gibran Kalil Gibran. Foi ele quem disse.
— E o que isso significa?
— Não sei, gosto da frase.
— ...
— ...
— Se até agora você passou apenas por questionador confuso, esse diálogo pode pôr sérias dúvidas sobre sua sanidade mental no juízo dos leitores.
— Juízo? Palavra interessante de se usar!
— Você me entendeu...
— Sim, entendi.
— E então?
— De que adiantaria fingir normalidade? Quanto tempo poderia enganar alguém?
— Não tem se enganado esse tempo todo?
— Caralho!
— Não baixe o nível, por favor!
— Concordo, me desculpe. Onde estávamos?
— Estamos justificando o elogio de Erasmus de Rotterdam à loucura.
— Evidente exagero, este é apenas um diálogo sem rumo.
— Característica principal de suas ações e pensamentos, diga-se...
— Bem, que rumo você propõe que tenham? Se nem mesmo a própria vida tem rumo? Se, aliás, nem existe tal coisa de "vida"?
— Nietzsche falando...
— Ou Buddha.
— Ou isso.
— Isso.
— Insiste em continuar?
— Veja, tenho que apresentar alguma coisa...
— Por que?
— Por que? É uma excelente pergunta!
— Obrigado! E a resposta?
— Não estou bem certo; se você percorrer estes seis meses que exponho aqui, vai notar que não havia um objetivo definido desde o início. Por que haveria de existir um agora?
— É, boa resposta.
— Acha mesmo?! Ora, obrigado.
— Não tem de que; de qualquer forma, continuamos (me atrevo a incluir os leitores na minha dúvida) sem entender por que se expor assim.
— E por que não? Já pensou na possibilidade de eu não ter outra coisa para mostrar (ou fazer)?
— Então é apenas isso? Um mero passatempo?
— Na verdade não. Esquece que faço parte de uma comunidade de autores, que eu também leio, além de escrever?
— É verdade. Então é disso que se trata, retribuição?
— De certa forma, sim. Pelo menos em parte...
— Voltamos ao início...
— Não volta tudo?
— Então é assim que vamos concluir?
— Isso não é a conclusão, é só o começo...
— Começo? De que?
— Está querendo saber demais...


* De Robert Louis Stevenson, escritor inglês autor de "Strange case of Dr. Jekill and Mr. Hyde".